Laboratório: ROCHE
Modelo: Xeloda 500mg com 120 comprimidos revestidos
Disponibilidade: Em estoque
R$ 2.299,00

Qtd

Xeloda® é prescrito pelos médicos para o tratamento de câncer de mama e de câncer de cólon e reto (que são partes do intestino) em determinadas condições.

Câncer de mama

  • Xeloda® em combinação com docetaxel é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama metastático após falha da quimioterapia citotóxica que contém antraciclina.
  • Xeloda® é indicado como monoterapia no tratamento de pacientes com câncer de mama metastático resistente a regimes de quimioterapia com paclitaxel e antraciclina ou resistente a paclitaxel para pacientes em que a terapia adicional com antraciclina não está indicada, por exemplo, pacientes que receberam doses cumulativas de 400 mg/m2 de doxorrubicina ou equivalente. Define-se resistência como progressão da doença na vigência do tratamento, com ou sem resposta inicial, ou recorrência nos seis meses após término do tratamento adjuvante com antraciclina ou regimes que contêm antraciclina.

Câncer colorretal

  • Xeloda® é indicado como monoterapia no tratamento adjuvante de pacientes com câncer colorretal. Xeloda® é indicado como tratamento de primeira linha para pacientes com câncer colorretal metastático.

Câncer gástrico

  • Xeloda® é indicado como tratamento de primeira linha para pacientes com câncer gástrico em estágio avançado, desde que associado com compostos de platina, tais como a cisplatina ou oxaliplatina.

*Consulte a Bula para mais informações e detalhes sobre o medicamento Xeloda®.


Princípio Ativo: Capecitabina

Apresentação: Comprimidos revestidos de 500 mg. Uso oral. Caixa com 120 comprimidos.

Laboratório: Roche

Conservação: Temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C)

Registro M.S: 1010005490033

(Venda somente com prescrição médica. Sem imagem do produto. Determinação da ANVISA RDC 96/2008)

Bula
Detalhes do Produto Xeloda® Roche capecitabina

Agente citostático
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome do produto: Xeloda®
Nome genérico: capecitabina
Forma farmacêutica, via de administração e apresentações:
Comprimidos revestidos de 150 mg. Uso oral. Caixa com 60 comprimidos.
Comprimidos revestidos de 500 mg. Uso oral. Caixa com 120 comprimidos.

USO ADULTO
Composição
Princípio ativo:
Cada comprimido revestido de Xeloda® 150 mg contém:
Capecitabina .............................................................150 mg

Cada comprimido revestido de Xeloda® 500 mg contém:
Capecitabina ............................................................. 500 mg

Excipientes: lactose anidra, croscarmelose sódica, hipromelose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, dióxido de titânio, talco, óxido de ferro amarelo e óxido de ferro vermelho.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo. Caso não esteja seguro a respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.

1. AÇÃO DO MEDICAMENTO
Xeloda® pertence ao grupo de drogas denominadas agentes citostáticos, que interrompem o crescimento das células tumorais ou cancerígenas. Xeloda® contém a substância ativa capecitabina, que é transformada no organismo (principalmente nos tecidos tumorais) em agente citostático.
2. INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Xeloda® é prescrito pelos médicos para o tratamento de câncer de mama e de câncer de cólon e reto (que são partes do intestino) em determinadas condições.
Câncer de mama
• Xeloda® em combinação com docetaxel é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama metastático após falha da quimioterapia citotóxica que contém antraciclina.
• Xeloda® é indicado como monoterapia no tratamento de pacientes com câncer de mama metastático resistente a regimes de quimioterapia com paclitaxel e antraciclina ou resistente a paclitaxel para pacientes em que a terapia adicional com antraciclina não está indicada, por exemplo, pacientes que receberam doses cumulativas de 400 mg/m2 de doxorrubicina ou equivalente. Define-se resistência como progressão da doença na vigência do tratamento, com ou sem resposta inicial, ou recorrência nos seis meses após término do tratamento adjuvante com antraciclina ou regimes que contêm antraciclina.



F.REG.004.03

Câncer colorretal
• Xeloda® é indicado como monoterapia no tratamento adjuvante de pacientes com câncer colorretal. Xeloda® é indicado como tratamento de primeira linha para pacientes com câncer colorretal metastático.

Câncer gástrico:
• Xeloda® é indicado como tratamento de primeira linha para pacientes com câncer gástrico em estágio avançado, desde que associado com compostos de platina, tais como a cisplatina ou oxaliplatina.
3. RISCOS DO MEDICAMENTO
Contraindicações
Existem algumas condições em que o uso de Xeloda® está contraindicado, como em pacientes que tenham alergia conhecida a determinados medicamentos ou sejam portadores de determinadas doenças.
Você não deve tomar Xeloda® caso possua alergia conhecida a qualquer um de seus componentes. Portanto, deve informar ao seu médico, caso saiba que possui alergia ou hipersensibilidade a Xeloda® ou medicamentos à base de fluoropirimidinas.
Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.
Xeloda® não deve ser administrado com sorivudina ou com seus análogos quimicamente semelhantes, como brivudina (vide item Interações medicamentosas).
Antes de iniciar o tratamento, certifique-se de que seu médico saiba que você tem: – doenças do fígado ou dos rins; – outras doenças.
Converse com o seu médico caso tenha dúvidas a respeito das possíveis contraindicações de Xeloda®.

Se existirem contraindicações para qualquer um dos agentes em combinação, o agente não deve ser utilizado.

Advertências e precauções
Interrupção do tratamento: o seu médico pode solicitar que você deixe de tomar Xeloda® durante algum tempo (ou que tome menor quantidade do mesmo, caso desenvolva qualquer efeito colateral de difícil controle).
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Xeloda® foi prescrito a você individualmente, e, sob nenhuma circunstância, você deve dar Xeloda® para qualquer outra pessoa.

Principais interações medicamentosas
Antes de iniciar o tratamento, certifique-se de que o seu médico sabe que você está tomando outros medicamentos (inclusive aqueles não prescritos por um médico). Isso é extremamente importante, porque, ao tomar mais de um medicamento simultaneamente, você poderá estar diminuindo ou aumentando os efeitos dos medicamentos.
Avise o seu médico se estiver tomando anticoagulantes ou fenitoína.

Alterações nos resultados de exames laboratoriais
Normalmente o médico solicita que os pacientes sejam submetidos a exames laboratoriais periodicamente. Xeloda® pode causar alterações nos exames laboratoriais, e seu médico saberá como proceder adequadamente nesses casos. Siga corretamente a orientação do seu médico com relação às doses e eventuais interrupções do tratamento.

Gravidez e amamentação
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Não foram realizados estudos com mulheres grávidas que usavam Xeloda®, porém, com base nas propriedades farmacológicas e toxicológicas de Xeloda®, presume-se que Xeloda® possa causar dano para o feto, se administrado a mulheres grávidas.
Antes de iniciar o tratamento, você deve informar ao seu médico caso esteja grávida, caso pense que está grávida ou pretenda engravidar. Você não deve tomar Xeloda® caso esteja grávida ou pense que poderia estar.
Você não deve amamentar caso esteja tomando Xeloda®.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas, quando for o caso.
Não foram realizados estudos sobre os efeitos de Xeloda® sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Este medicamento é contraindicado para crianças.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
4. MODO DE USO
Aspecto físico
Os comprimidos de Xeloda® são cor-de-rosa.

Cuidados de administração
Xeloda® somente deve ser usado quando receitado por médico. Tomar os comprimidos pela manhã e à noite, 30 minutos após as refeições. Ingerir os comprimidos com água, sem mastigá-los.

Doses
Seu médico prescreverá a dose adequada, dependendo da natureza de sua doença, de seu peso corpóreo e de sua resposta individual a Xeloda®. Seu médico o informará sobre a quantidade correta de comprimidos que você deverá tomar pela manhã e à noite. Não mude as doses por sua conta. Em alguns casos, pode ser necessário reduzir a dose, e seu médico saberá identificar essa situação para orientá-lo adequadamente.

Duração do tratamento
A duração do tratamento com Xeloda® varia, dependendo da natureza de sua doença e de sua resposta individual ao tratamento. Seu médico o informará sobre quando você deve parar de tomar Xeloda®.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
5. REAÇÕES ADVERSAS
Informe o seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis.
Adicionalmente aos efeitos benéficos de Xeloda®, é possível que ocorram efeitos indesejados durante o tratamento, mesmo quando usado conforme a prescrição médica. Os efeitos indesejados comumente ocorrem no início do tratamento. As reações indesejáveis mais comuns são diarreia, perda de apetite, náuseas, vômitos, feridas na boca, vermelhidão, formigamento, inchaço e adormecimento da palma das mãos e planta dos pés.
Esses efeitos colaterais normalmente melhoram rapidamente (dentro de dois a três dias) se o tratamento com Xeloda® for interrompido; o tratamento poderá, então, ser reiniciado, de acordo com as instruções do seu médico. Caso perceba qualquer um desses efeitos, você deve informar ao seu médico imediatamente a respeito.
Diarreia: caso você tenha mais de quatro evacuações por dia e diarreia durante a noite, pare de tomar Xeloda® imediatamente e procure seu médico para obter orientação adicional.
Você pode perder o apetite e ficar com náusea devido ao uso de Xeloda®. Caso você perceba que a quantidade de alimentos que você ingere diariamente está muito menor que a normal, procure o seu médico para obter informações adicionais.
Você poderá vomitar enquanto estiver tomando Xeloda®. Caso vomite mais que uma vez durante um período de 24 horas, pare de tomar Xeloda® imediatamente e procure o seu médico para obter orientação adicional.
Algumas vezes, Xeloda® poderá causar formigamento, adormecimento, inchaço ou vermelhidão na palma das mãos e na planta dos pés. Caso os sintomas se agravem, com presença de DOR e inchaço ou bolhas, pare de tomar Xeloda® imediatamente e procure seu médico para obter orientação adicional.
Pode acontecer vermelhidão ou feridas na parte interna da boca. Caso você tenha feridas DOLORIDAS, pare de tomar Xeloda® imediatamente e procure seu médico para obter orientação adicional.
Foram observados outros efeitos colaterais menos comuns e normalmente leves, como erupções cutâneas, perda leve de cabelo, fadiga, febre, fraqueza, sonolência, cefaleia, dormência ou sensações de formigamento, alterações do paladar, tontura, insônia, inchaço das pernas, perda do apetite e desidratação.
Caso você esteja preocupado a respeito desses ou de qualquer outro efeito inesperado, consulte o seu médico.

Atenção: este é um medicamento novo, e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e
segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem
ocorrer. Neste caso, informe ao seu médico.
6. CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
As manifestações agudas de superdose incluem náusea, vômitos, diarreia, inflamação das mucosas, irritação e sangramento gastrintestinal e alterações no sangue.
Em caso de superdose aguda, interrompa o uso de Xeloda® imediatamente e procure orientação do seu médico.
7. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Cuidados de armazenamento
Mantenha este medicamento sempre dentro da embalagem original, devidamente fechada, em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC).

Prazo de validade
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa do produto). O uso de qualquer remédio com prazo de validade vencido não é aconselhável, podendo ser prejudicial à sua saúde.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS Farmacodinâmica
Mecanismo de ação
A capecitabina é um agente citotóxico, derivado do carbamato de fluoropirimidina, tumor ativado e tumor seletivo, que foi planejado para administração oral. A capecitabina é atóxica in vitro, porém, in vivo, ela é sequencialmente convertida para a fração citotóxica 5-fluorouracil (5-FU) que, por sua vez, é metabolizada adicionalmente. A formação de 5-FU é catalizada preferencialmente no tumor por um fator angiogênico associado ao tumor, denominado timidina fosforilase (ThyPase), minimizando assim a exposição dos tecidos sadios do organismo ao 5-FU sistêmico. A biotransformação enzimática sequencial da capecitabina para 5-FU leva a maiores concentrações dentro dos tecidos do tumor. Após a administração oral de capecitabina para pacientes com câncer colorretal (N = 8), a relação entre a concentração nos tumores colorretais e nos tecidos adjacentes foi de 3,2 (variação de 0,9 a 8,0). A relação entre a concentração de 5-FU no tumor e no plasma foi de 21,4 (variação de 3,9 a 59,9), enquanto a relação entre os tecidos saudáveis e o plasma foi de 8,9 (variação de 3,0 a 25,8). Foi medida a atividade da timidina fosforilase, observando-se que a mesma é quatro vezes maior no tumor colorretal primário que no tecido adjacente normal.
Outras pesquisas demonstraram que diversos tumores humanos, como câncer de mama, gástrico, colorretal, câncer de colo de útero e ovariano, apresentam nível de timidina fosforilase maior (capaz de converter 5'-DFUR [5'-deoxi-5-fluorouridina] em 5-FU) que os tecidos normais correspondentes.
Tanto as células normais quanto as células tumorais metabolizam o 5-FU para monofosfato de 5fluoro-2-desoxiuridina (FdUMP) e trifosfato de 5-fluorouridina (FUTP). Esses metabólitos causam dano à célula por meio de dois mecanismos diferentes. Inicialmente, o FdUMP e o cofator folato N5-10-metileno-tetrahidrofolato ligam-se ao timidilato sintetase (TS) para formar um complexo ternário covalente. Essa ligação inibe a formação de timidilato a partir do uracil. O timidilato é o precursor necessário do trifosfato de timidina, que por sua vez, é essencial para a síntese de DNA, de forma que uma deficiência desse composto pode inibir a divisão celular. Em segundo lugar, as enzimas nucleares de transcrição podem incorporar FUTP erroneamente, no lugar do trifosfato de uridina (UTP) durante a síntese de RNA. Esse erro metabólico pode interferir no processamento do RNA e na síntese proteica.

Farmacocinética

Absorção
Após administração oral, a capecitabina é rápida e extensamente absorvida, seguida de extensa conversão para os metabólitos 5’-deoxi-5-fluorocitidina (5’-DFCR) e 5’-DFUR. A administração com alimentos diminui a taxa de absorção da capecitabina, porém, com mínimo efeito sobre as áreas sob a curva (AUCs) do 5’-DFUR e de seu metabólito subsequente 5-FU. Com a dose de 1.250 mg/m2 no 14° dia de administração após a ingestão de alimentos, as concentrações plasmáticas de pico (Cmáx em mcg/mL) para a capecitabina, 5’-DFCR, 5’-DFUR, 5-FU e FBAL foram 4,47, 3,05, 12,1, 0,95 e 5,46, respectivamente. Os tempos para as concentrações plasmáticas de pico (Tmáx em horas) foram 1,50, 2,00, 2,00, 2,00 e 3,34. Os valores da AUC0-∝ em mcg x h/mL foram 7,75, 7,24, 24,6, 2,03 e 36,3.

Distribuição Ligação proteica
Estudos realizados com plasma humano in vitro determinaram que as ligações da capecitabina, 5’-DFCR, 5’-DFUR e 5-FU às proteínas, principalmente à albumina, foram de 54%, 10%, 62% e 10%, respectivamente.

Metabolismo
A capecitabina é metabolizada inicialmente, por meio da carboxilesterase hepática, para 5’-DFCR, a qual é convertida a seguir em 5’-DFUR por meio da citidina desaminase, localizada principalmente no fígado e nos tecidos tumorais.
A formação de 5-FU ocorre preferencialmente no tumor pela ação do fator angiogênico associado ao tumor, dThdPase (timidina fosforilase), minimizando, assim, a exposição sistêmica dos tecidos sadios do organismo ao 5-FU sistêmico.
A AUC plasmática do 5-FU é de 6 a 22 vezes menor que aquela observada após a administração intravenosa em bolus de 5-FU (dose de 600 mg/m2). Os metabólitos da capecitabina tornam-se citotóxicos somente após sua conversão para 5-FU e para anabólitos do 5-FU (vide item Farmacodinâmica).
O 5-FU é então catabolizado, dando origem aos metabólitos inativos diidro-5-fluoruracil (FUH2), ácido 5-fluoro-ureidopropiônico (FUPA) e α-fluoro-β-alanina (FBAL), via diidropirimidina desidrogenase (DPD), a qual é limitante da taxa.

Eliminação
As meias-vidas de eliminação (t1/2 em horas) da capecitabina, 5’-DFCR, 5’-DFUR, 5-FU e FBAL foram de 0,85, 1,11, 0,66, 0,76 e 3,23, respectivamente. A farmacocinética da capecitabina foi avaliada em uma faixa de dose de 502 a 3.514 mg/m2/dia. Os parâmetros da capecitabina, 5’DFCR e 5’-DFUR medidos nos dias 1 e 14 foram similares. A AUC de 5-FU foi de 30% a 35% maior no dia 14, mas não aumentou subsequentemente (dia 22). Com doses terapêuticas, a farmacocinética da capecitabina e de seus metabólitos foi proporcional à dose, exceto para 5FU.
Após sua administração oral, os metabólitos da capecitabina são recuperados principalmente na urina. Noventa e cinco e meio porcento da dose de capecitabina administrada é recuperada na urina. A excreção fecal é mínima (2,6%). O principal metabólito excretado na urina é FBAL, que representa 57% da dose administrada. Aproximadamente 3% da dose administrada é excretada na urina como droga não modificada.

Terapia combinada
Os estudos fase I para avaliação dos efeitos de Xeloda® sobre a farmacocinética, tanto do docetaxel como do paclitaxel, e vice-versa, não demonstraram efeitos de Xeloda® sobre a farmacocinética do docetaxel ou do paclitaxel (Cmáx e AUC), assim como nenhum efeito do docetaxel ou do paclitaxel sobre a farmacocinética do 5’-DFUR, o metabólito mais importante da capecitabina.

Farmacocinética em situações clínicas especiais

A análise farmacocinética da população foi realizada após o tratamento de 505 pacientes portadores de câncer colorretal com Xeloda®, na dose de 1.250 mg/m2, duas vezes ao dia. Sexo, presença ou ausência de metástases hepáticas ao diagnóstico, performance status de Karnofsky, bilirrubina total, albumina sérica, TGO e TGP, não tiveram efeito estatístico significante na farmacocinética do 5’-DFUR, 5-FU e FBAL.

Pacientes com insuficiência hepática em decorrência de metástases hepáticas
Nenhum efeito clinicamente significante foi observado na bioativação e na farmacocinética da capecitabina em pacientes portadores de câncer com insuficiência hepática leve a moderada devida a metástases hepáticas (vide item Instruções especiais de dosagem).
Não há dados farmacocinéticos de pacientes com insuficiência hepática grave.

Pacientes com insuficiência renal
Com base em estudo farmacocinético em pacientes com câncer e insuficiência renal leve a grave, não há evidência de efeito do clearance de creatinina sobre a farmacocinética da droga intacta e do 5-FU. Foi constatado que o clearance de creatinina influencia a exposição sistêmica ao 5’DFUR (35% de aumento da AUC quando o clearance de creatinina diminui em 50%) e ao FBAL (aumento de 114% da AUC quando o clearance de creatinina diminui em 50%). O FBAL é um metabólito sem atividade antiproliferativa; o 5’-DFUR é um precursor direto do 5-FU (vide itens Instruções especiais de dosagem e Advertências).

Idosos
Baseado na análise farmacocinética da população, a qual incluiu pacientes com a idade variando de 27 a 86 anos, sendo 234 (46%) pacientes com idade superior ou igual a 65 anos, a idade não teve influência na farmacocinética do 5’-DFUR e 5-FU. A AUC do FBAL aumentou com a idade (20% de aumento na idade resultou em 15% de aumento na AUC do FBAL). Esse aumento provavelmente é devido à alteração na função renal (vide item acima Pacientes com insuficiência renal).

Raça
Com base na análise farmacocinética da população, que incluiu 455 pacientes brancos (90,1%), 22 pacientes negros (4,4%) e 28 pacientes de outra raça ou etnia (5,5%), não houve diferenças quanto à farmacocinética entre pacientes negros e brancos.
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Monoterapia – Carcinoma colorretal
Os dados de um estudo clínico controlado de fase III, multicêntrico, randomizado, em pacientes com câncer de cólon em estágio III (Dukes C) suportam o uso de Xeloda® como tratamento adjuvante de pacientes com câncer colorretal (X-Act Study: M66001). Nesse estudo, 1.987 pacientes foram randomizados para receber tratamento com Xeloda® (1.250 mg/m2, duas vezes ao dia, durante duas semanas, seguido por período de descanso de uma semana, e administrado em ciclos a cada três semanas, durante 24 semanas), ou 5-FU e Leucovorin® (ácido folínico) (esquema de tratamento Mayo: 20 mg/m2 de Leucovorin® (ácido folínico) endovenoso, seguido por 425 mg/m2 endovenoso em bolus de 5-FU, nos dias 1 a 5, a cada 28 dias, durante 24 semanas). Xeloda® foi pelo menos equivalente ao 5-FU/LV endovenoso na sobrevida livre de doença (p = 0,0001), margem de não – inferioridade de 1,2. Em toda a população randomizada, os testes para diferença entre Xeloda® e 5-FU/LV na sobrevida livre de doença, sobrevida global e sobrevida livre de recidiva mostraram razão de risco de 0,88 (IC de 95%, 0,77 – 1,01; p = 0,068) e 0,86 (0,74 – 1,01; p = 0,060), respectivamente. O acompanhamento médio no momento da análise foi de 6,9 anos.1
Os dados de dois estudos clínicos com desenho idêntico, multicêntricos, randomizados, controlados, de fase III, proporcionam suporte para o uso de Xeloda® como tratamento de primeira linha do câncer colorretal metastático (SO14695; SO14796). Nesses estudos, 603 pacientes foram randomizados para o tratamento com Xeloda® (1.250 mg/m2, duas vezes ao dia, durante duas semanas, seguido de período de descanso de uma semana e sendo administrado como ciclo de três semanas). Outros 604 pacientes foram randomizados para o tratamento com 5FU e Leucovorin® (ácido folínico) (regime Mayo: 20 mg/m2 de Leucovorin® (ácido folínico) endovenoso, seguido de 425 mg/m2 endovenoso de 5-FU em bolus, nos dias 1 a 5, a cada 28 dias).
Os índices de resposta objetiva global em toda a população randomizada (avaliação do pesquisador) foram 25,7% (Xeloda®) versus 16,7% (regime Mayo); p < 0,0002. A mediana do tempo para progressão foi de 140 dias (Xeloda®) versus 144 dias (regime Mayo). A mediana da sobrevida foi de 392 dias (Xeloda®) versus 391 dias (regime Mayo).2,3

Terapia combinada – Câncer gástrico:
Os dados de um estudo clínico multicêntrico, randomizado, controlado, de fase III proporcionam suporte à utilização de Xeloda® para o tratamento de pacientes com câncer gástrico metastático ou avançado.4 Nesse estudo, 160 pacientes foram randomizados para tratamento com Xeloda® (1.000 mg/m2, duas vezes ao dia, por duas semanas, seguido por período de descanso de uma semana) e cisplatina (80 mg/m2 em infusão de duas horas, a cada três semanas). Um total de 156 pacientes foram randomizados para tratamento com 5-FU (800 mg/m2 por dia, infusão contínua dos dias 1 ao 5, durante três semanas) e cisplatina (80 mg/m2, em infusão no dia 1, a cada três semanas). O objetivo primário do estudo foi alcançado, Xeloda® foi equivalente ao 5-FU em combinação com cisplatina no que se refere à sobrevida livre de progressão (análise realizada na população por protocolo). O resultado da sobrevida global foi similar ao resultado da sobrevida livre de progressão (Tabela 1), ou seja, a combinação de Xeloda® e cisplatina foi equivalente à combinação de 5-FU e cisplatina no que se refere à mediana de sobrevida global.

Tabela 1. Resumo dos resultados dos principais parâmetros de eficácia (PPP, Estudo
ML17032)

Mediana (meses) (IC de 95%)
Parâmetro Xeloda®
(capecitabina)/ cisplatina
(N = 139) 5-FU / cisplatina
(N = 137) Razão de risco (IC de 95%)*
Sobrevida livre de progressão 5,6 (4,9; 7,3) 5,0 (4,2; 6,3) 0,81 (0,63; 1,04)
Sobrevida global 10,5 (9,3; 11,2) 9,3 (7,4; 10,6) 0,85 (0,64; 1,13)

* Efeito do tratamento não ajustado em modelo proporcional de Cox.

Os dados de um estudo clínico multicêntrico, randomizado, de fase III, comparando capecitabina com 5-FU e oxaliplatina com cisplatina em pacientes com câncer gástrico avançado, suporta o uso de Xeloda® como tratamento de primeira linha de câncer gástrico avançado.5-7 Nesse estudo, 1.002 pacientes foram randomizados em um desenho fatorial 2x2 para um dos quatro braços seguintes:

– ECF: epirrubicina (50 mg/m2 em bolus no dia 1, a cada três semanas), cisplatina (60 mg/m2, por infusão de duas horas, no dia 1, a cada três semanas) e 5-FU (200 mg/m2 por dia, administrado por infusão contínua por meio de um acesso central).

– ECX: epirrubicina (50 mg/m2 em bolus, no dia 1, a cada três semanas), cisplatina (60 mg/m2 como uma infusão de duas horas no dia 1, a cada três semanas) e Xeloda® (625 mg/m2, duas vezes por dia, continuamente).

– EOF: epirrubicina (50 mg/m2 em bolus no dia 1, a cada três semanas), oxaliplatina (130 mg/m2 administrado em infusão de duas horas no dia 1, a cada três semanas) e 5-FU (200 mg/m2 diariamente administrado por infusão contínua por meio de acesso central).

– EOX: epirrubicina (50 mg/m2 em bolus no dia 1, a cada três semanas), oxaliplatina (130 mg/m2 administrado em infusão de duas horas no dia 1, a cada três semanas) e Xeloda® (625 mg/m2, duas vezes ao dia, continuamente).

As análises de eficácia primária na população por protocolo demonstraram a não inferioridade na sobrevida global para a capecitabina versus esquemas baseados no 5-FU (razão de 0,86, IC de 95%: 0,80 a 0,99) e para a oxaliplatina versus esquemas baseados na cisplatina (razão de 0,92, IC de 95%: 0,8 a 1,1). A sobrevida média global foi de 10,9 meses em esquemas baseados na capecitabina e 9,6 meses em esquemas com 5-FU. A sobrevida média global foi de 10,0 meses em esquemas baseados em cisplatina e 10,4 meses em esquemas baseados em oxaliplatina.

Xeloda® também tem sido usado em combinação com oxaliplatina no tratamento do câncer gástrico avançado.8-10

Câncer colo, colorretal e gástrico avançado: meta-análise

Uma meta-análise de seis estudos clínicos (SO14695, SO14796, M66001, NO16966, NO16967, M17032) suporta a substituição de 5-FU por Xeloda® no câncer gastrintestinal.11 A análise conjunta inclui 3.097 pacientes tratados com esquemas que continham Xeloda® e 3.074 pacientes tratados com esquemas que continham 5-FU. A razão de risco para a sobrevida global foi de 0,96 (IC de 95%: 0,90; 1,02), indicando que os esquemas que continham Xeloda® são equivalentes aos esquemas que continham 5-FU.

Terapia combinada – Câncer de mama
Os dados de um estudo clínico multicêntrico, randomizado, controlado, de fase lll proporcionam suporte à utilização de Xeloda® para o tratamento de pacientes com câncer de mama metastático ou localmente avançado, em combinação com docetaxel, após insucesso de quimioterapia citotóxica, incluindo uma antraciclina. Nesse estudo, 255 pacientes foram randomizados para tratamento com Xeloda® (1.250 mg/m2, duas vezes ao dia, durante duas semanas, seguido por período de descanso de uma semana) e docetaxel (75 mg/m2, por infusão venosa de uma hora, a cada três semanas). Outros 256 pacientes foram randomizados para tratamento com docetaxel isoladamente (100 mg/m2, por infusão intravenosa de uma hora, a cada três semanas). A sobrevida foi superior no grupo tratado com a combinação Xeloda® + docetaxel (p = 0,0126). A mediana da sobrevida foi de 442 dias (Xeloda® + docetaxel) versus 352 dias (docetaxel isoladamente). Os índices de resposta objetiva global em toda a população randomizada (avaliação do pesquisador) foram 41,6% (Xeloda® + docetaxel) versus 29,7% (docetaxel somente); p = 0,0058. O tempo para a progressão da doença ou morte foi superior no grupo tratado com a combinação Xeloda® + docetaxel (p < 0,0001). A mediana do tempo até a progressão foi de 186 dias (Xeloda® + docetaxel) versus 128 dias (docetaxel isoladamente).

Monoterapia – Carcinoma de mama
Os dados de dois estudos clínicos multicêntricos, de fase ll, proporcionam suporte ao uso de Xeloda® em monoterapia para o tratamento de pacientes com câncer de mama metastático ou localmente avançado após insucesso de um taxano e de regime quimioterápico que contém antraciclina ou para aqueles pacientes nos quais a terapia adicional com antraciclina não está indicada. Nesses estudos, um total de 236 pacientes foi tratado com Xeloda® (1.250 mg/m2, duas vezes ao dia, durante duas semanas, seguido de período de descanso de uma semana). Os índices de resposta objetiva global (avaliação do pesquisador) foram 20% (primeiro estudo) e 25% (segundo estudo). A mediana do tempo até a progressão foi de 93 e de 98 dias. A mediana da
sobrevida foi de 384 e de 373 dias.12,13

Referências bibliográficas

1. Twelves C, Wong A, Nowacki MP, Abt M, Burris H III, et al. Capecitabine as Adjuvant Treatment for Stage III Colon Cancer. N Engl J Med; 352:2696-2704, 2005.

2. Hoff PM, Ansari R, Batist G, et al. Comparison of Oral Capecitabine Versus Intravenous Fluorouracil Plus Leucovorin as First-Line Treatment in 605 Patients With Metastatic Colorectal Cancer: Results of a Randomized Phase III Study. JCO : 2282-2292, 2001.

3. Van Cutsem E, Twelves C, Cassidy J, et al. Oral Capecitabine Compared With Intravenous Fluorouracil Plus Leucovorin in Patients With Metastatic Colorectal Cancer: Results of a Large Phase III Study. JCO 4097-4106, 2001.

4. Clinical Study Report – ML17032 – An Open-label, Randomized, International Multi-center Phase III Study of Capecitabine (Xeloda®) in Combination with Cisplatin versus 5-FU/Cisplatin in Patients with Advanced and/or Metastatic Gastric Cancer. Research Report No. 1020559. May 2006 (CDS Vs 3.0).

5. Sumpter K, et al. Report of two protocol planned interim analyses in a randomised multicenter phase III study comparing capecitabine with fluorouracil and oxaliplatin with cisplatin in patients with advanced oesophagogastric cancer receiving ECF. Br J Cancer 2005;92:1976-1983 (CDS Vs 5.0).
6. Cunningham D, et al. Randomised multicentre phase III study comparing capecitabine with fluorouracil and oxaliplatin with cisplatin in patients with advanced oesophagogastric cancer: The REAL 2 Trial ASCO Annual Meeting Proceedings Part I. J Clin Oncol 2006;24:18S. Abstract LBA4017 (CDS Vs 5.0)
7. Cunningham D, et al. Randomised multicentre phase III study comparing capecitabine with fluorouracil and oxaliplatin with cisplatin in patients with advanced oesophagogastric (OG) cancer: The REAL 2 trial. ASCO Annual Meeting, Atlanta, Georgia, 06 June 2006. Slide presentation associated with Abstract LBA4017 (CDS Vs 5.0).
8. Park YH, et al. Oxaliplatin and capecitabine combination chemotherapy for patients with advanced gastric carcinoma: A pilot study results. Proc Am Soc Clin Oncol 2005;23:357S, Abstract 4199 (CDS Vs 5.0).
9. Park YH, et al. A phase II study of capecitabine plus 3-weekly oxaliplatin as first-line therapy for patients with advanced gastric cancer. Br J Cancer 2006;94(7):959-963 (CDS Vs 5.0).
10. Park YH, et al. A phase II study of capecitabine plus oxaliplatin (XELOX) as first-line therapy for patients with advanced gastric cancer. ASCO Annual Meeting, Atlanta, Georgia, 02-06 June 2006. Poster associated with Abstract 4079 (CDS Vs 5.0).
11. Meta-analysis of trials comparing capecitabine versus 5-FU in gastrointestinal malignancies. (CDS Vs
6.0).
12. Griffin T. and Burger H-U. An open-label randomized phase II study comparing the efficacy and safety of continuous therapy with capecitabine, intermittent therapy with capecitabine and intermittent therapy with capecitabine in combination with oral leucovorin as first line therapy in patients with advanced and/or metastatic colorectal carcinoma. (Protocol SO14797). Research Report N-139265, October 28, 1997 (CDS Vs 1.1).
13. Osterwalder O. and Rutman O. Final Clinical Study Report. Protocol NO15542B. A phase 2 study of capecitabine (Ro 09-1978) in patients who have received previous treatment with paclitaxel (Taxol™) or docetaxel (Taxotere™) for locally advanced and/or metastatic breast cancer. Research Report N-181626, March 31, 2000 (CDS Vs 2.2).

3. INDICAÇÕES
Câncer de mama
• Xeloda® em combinação com docetaxel é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama metastático após falha da quimioterapia citotóxica que contém antraciclina.
• Xeloda® é indicado em monoterapia no tratamento de pacientes com câncer de mama metastático resistente a regimes de quimioterapia com paclitaxel e antraciclina ou resistente a paclitaxel para pacientes em que a terapia adicional com antraciclina não está indicada, por exemplo, pacientes que receberam doses cumulativas de 400 mg/m2 de doxorrubicina ou equivalente. Define-se resistência como progressão da doença na vigência do tratamento, com ou sem resposta inicial, ou recorrência nos seis meses após término do tratamento adjuvante com antraciclina ou regimes que contém antraciclina.

Câncer colorretal
• Xeloda® é indicado em monoterapia no tratamento adjuvante de pacientes com câncer colorretal Dukes C (estágio III), submetidos à ressecção completa do tumor primário, nos casos em que haja preferência para terapia com fluoropirimidinas. Xeloda® demonstrou não inferioridade ao 5-FU/LV no que se refere à sobrevida livre de doença. Embora nem Xeloda® nem quimioterapia combinada prolonguem a sobrevida global, a quimioterapia combinada tem demonstrado uma melhor sobrevida livre de doença se comparada ao 5FU/LV. O médico deve considerar esses resultados ao prescrever Xeloda® em monoterapia no tratamento adjuvante do câncer colorretal Dukes C.
• Xeloda® é indicado como tratamento de primeira linha de pacientes com carcinoma colorretal metastático, nos casos em que haja preferência para terapia com fluoropirimidinas. A quimioterapia combinada tem demonstrado benefício na sobrevida se comparado à monoterapia com 5-FU/LV. O uso de Xeloda® em vez de 5-FU/LV em combinação não foi adequadamente estudado para assegurar segurança ou a manutenção da vantagem de sobrevida.

Câncer gástrico:
• Xeloda® é indicado como tratamento de primeira linha para pacientes com câncer gástrico em estágio avançado, desde que associado com compostos de platina, como a cisplatina ou oxaliplatina.

4. CONTRAINDICAÇÕES
Xeloda® é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à capecitabina ou a
quaisquer dos demais componentes da fórmula do produto.
Xeloda® é contraindicado a pacientes que apresentam história de reações graves e inesperadas à terapia com fluoropirimidinas ou com hipersensibilidade conhecida ao fluorouracil.
Como as outras fluoropirimidinas, Xeloda® é contraindicado a pacientes com conhecida deficiência de DPD (diidropirimidina desidrogenase).
Xeloda® não deve ser administrado com sorivudina ou com seus análogos quimicamente semelhantes, como brivudina (vide item Interações medicamentosas).
Xeloda® é contraindicado a pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina abaixo de 30 mL/min).

Se existirem contraindicações para qualquer um dos agentes em combinação, o agente não deve ser utilizado.

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Cuidados de armazenamento
Manter este medicamento sempre dentro da embalagem original, devidamente fechada, em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC) e fora da visão e do alcance de crianças.

Modo de usar
Tomar os comprimidos pela manhã e à noite, até 30 minutos após as refeições. Ingerir os comprimidos com água, sem mastigá-los.
Este medicamento não deve ser usado depois da data de validade (VAL) impressa na embalagem.

Via de administração Oral.
6. POSOLOGIA
Dosagem recomendada

Os comprimidos de Xeloda® devem ser ingeridos sem mastigar, com água, até 30 minutos após a refeição.

Monoterapia Colo, colorretal e câncer de mama
A dose recomendada para monoterapia de Xeloda® é 1.250 mg/m2, administrada duas vezes ao dia (pela manhã e à tarde; equivalente a 2.500 mg/m2 de dose total diária) por 14 dias, seguidos de sete dias de descanso.

Terapia combinada Câncer de mama
Em combinação com docetaxel, a dose recomendada de Xeloda® é de 1.250 mg/m2, administrada duas vezes ao dia (pela manhã e à noite; equivalente a 2.500 mg/m2 de dose total diária) por 14 dias, seguidos de sete dias de descanso, associada ao docetaxel, 75 mg/m2, por infusão endovenosa durante 1 hora, a cada três semanas. A pré-medicação, de acordo com a bula de docetaxel, deve ser iniciada antes da administração de docetaxel para os pacientes que estiverem recebendo esse medicamento em combinação com Xeloda®. Câncer gástrico
No tratamento combinado, a dose inicial recomendada de Xeloda® é 1.000 mg/m2, administrada duas vezes por dia, durante duas semanas, seguida de período de sete dias de descanso, ou 625 mg/m2, duas vezes por dia, quando administrada continuamente (vide item Resultados de eficácia). A inclusão de agentes biológicos em um esquema de associação não tem efeito sobre a dose inicial de Xeloda®.

Pré-medicação para manter controlada a hidratação e antiemese, como descrito na bula da cisplatina e oxaliplatina, deve ser iniciada antes da administração de cisplatina para os pacientes que forem submetidos ao tratamento de Xeloda® em combinação com cisplatina ou oxaliplatina.


Xeloda® é administrado de acordo com a superfície corpórea. A Tabela 2 mostra exemplos de cálculos da dosagem recomendada e da dosagem reduzida para dose inicial de 1.250 mg/m2 (vide item Ajuste na dosagem durante o tratamento).

Tabela 2. Cálculo da dose de Xeloda®, de acordo com a superfície corpórea, para dose inicial de 1.250 mg/m2 de Xeloda®:

2
Nível de dosagem 1.250 mg/m (duas vezes ao dia)
Dose completa


1.250 mg/m2 Número de comprimidos de 150 mg e/ ou 500 mg por administração (cada administração pela manhã ou à noite) Dose reduzida
(75%)

950 mg/m2 Dose reduzida
(50%)

625 mg/m2
Superfície
2
corpórea (m ) Dose por administração (mg) 150 mg 500 mg Dose por administração (mg) Dose por administração (mg)
≤ 1,26 1.500 – 3 1.150 800
1,27 – 1,38 1.650 1 3 1.300 800
1,39 – 1,52 1.800 2 3 1.450 950
1,53 – 1,66 2.000 – 4 1.500 1.000
1,67 – 1,78 2.150 1 4 1.650 1.000
1,79 – 1,92 2.300 2 4 1.800 1.150
1,93 – 2,06 2.500 – 5 1.950 1.300
2,07 – 2,18 2.650 1 5 2.000 1.300
≥ 2,19 2.800 2 5 2.150 1.450


Ajustes na dosagem durante o tratamento

Geral
A toxicidade causada pela administração de Xeloda® pode ser controlada por tratamento sintomático e/ou modificação da dose de Xeloda® (interrupção do tratamento ou redução da dose). Uma vez que a dose foi reduzida, ela não deve ser aumentada posteriormente.
No caso de toxicidades em que o médico prescritor considere que é improvável agravamento ou risco de vida, o tratamento pode ser continuado na mesma dosagem sem redução ou interrupção.

Não são recomendadas modificações de dosagem para eventos grau 1. A terapia com Xeloda® deve ser interrompida se um evento adverso grau 2 ou 3 acontecer. Uma vez que o evento adverso foi solucionado ou diminuiu de intensidade para grau 1, a terapia com Xeloda® pode ser reiniciada com dose total ou conforme ajuste de dose segundo a Tabela 3. Se um evento grau 4 acontecer, a terapia deve ser descontinuada ou interrompida até que o evento tenha sido solucionado ou diminuído para grau 1, quando a terapia deve ser reiniciada com 50% da dose original. Os pacientes tratados com Xeloda® devem ser informados sobre a necessidade de interromper o tratamento imediatamente se ocorrer toxicidade grave ou moderada. As doses de capecitabina não recebidas por causa da toxicidade não são substituídas.

Hematologia: os pacientes com contagens de neutrófilos na avaliação inicial basal < 1,5 x 109/L e/ou com contagem de plaquetas < 100 x 109/L não devem ser tratados com Xeloda®. Caso avaliações laboratoriais não programadas durante um ciclo de tratamento mostrem toxicidade hematológica de grau 3 ou 4, o tratamento com Xeloda® deve ser interrompido.

A Tabela a seguir mostra as modificações de dose recomendadas após toxicidade relacionada a Xeloda®.

Tabela 3. Recomendação de redução de dose para Xeloda®

Graus de toxicidade
conforme o NCIC* Alteração de dose durante um ciclo de tratamento Ajuste de dose para o próximo ciclo
(% da dose inicial)
• Grau 1 Manter o nível de dosagem Manter o nível de dosagem
• Grau 2
– 1ª ocorrência Interrompa até resolução para graus 0 - 1 100%
– 2ª ocorrência Interrompa até resolução para graus 0 - 1 75%
– 3ª ocorrência Interrompa até resolução para graus 0 - 1 50%
– 4ª ocorrência Interrompa o tratamento permanentemente Não aplicável
• Grau 3
– 1ª ocorrência Interrompa até resolução para graus 0 - 1 75%
– 2ª ocorrência Interrompa até resolução para graus 0 - 1 50%
– 3ª ocorrência Interrompa o tratamento permanentemente Não aplicável
• Grau 4
– 1ª ocorrência Se o médico julgar ser melhor para o
paciente continuar, interrompa até a resolução para graus 0 - 1 ou
interrompa o tratamento permanentemente 50%
– 2ª ocorrência Interrompa o tratamento permanentemente Não aplicável
* De acordo com National Cancer Institute of Canada Clinical Trial Group (NCIC CTG) Common Toxicity Criteria (versão 1) ou Common Terminology Criteria for Adverse Events (CTCAE) do Cancer Therapy Evaluation Program, US National
Cancer Institute versão 3.0. Para síndrome mão/ pé e hiperbilirrubinemia (vide item Advertências).



Em combinação com docetaxel

As seguintes modificações de dose são recomendadas para manejo de toxicidade relacionada à combinação Xeloda® e docetaxel:

Tabela 4. Programação de redução de dose para Xeloda® em combinação com docetaxel
Toxicidade graus conforme o NCIC* Recomendação de modificação de dose

Alterações da dose de Xeloda® durante o ciclo de tratamento Ajuste de doses para o próximo ciclo
(% da dose inicial)
• Grau 1
Manter o nível de dosagem (sem interrupção) Xeloda: 100% da dose
inicial
Docetaxel: 100%
(75mg/m2)
• Grau 2
– 1ª ocorrência Interrompa até resolução para graus 0-1 Xeloda: 100% da dose
inicial
Docetaxel: 100%
(75mg/m2)
– 2ª ocorrência da mesma toxicidade Interrompa até resolução para graus 0-1 Xeloda: 75% da dose
inicial
Docetaxel: reduzir para
55mg/m2
– 3ª ocorrência da mesma toxicidade Interrompa até resolução para graus 0-1 Xeloda: 50% da dose
inicial
Docetaxel: interromper permanentemente
– 4ª ocorrência da mesma toxicidade Interrompa o tratamento permanentemente
• Grau 3
Observação: se a toxicidade for hematológica, ver item sobre toxicidade hematológica. Para as demais seguir o esquema abaixo:
– 1ª ocorrência Interrompa até resolução para graus 0-1 Xeloda: 75% da dose
inicial
Docetaxel: reduzir para
55mg/m2
– 2ª ocorrência Interrompa até resolução para graus 0-1 Xeloda: 50% da dose
inicial
Docetaxel: interromper permanentemente
– 3ª ocorrência Interrompa o tratamento permanentemente
• Grau 4
Observação: se a toxicidade for hematológica, ver item sobre toxicidade hematológica. Para as demais seguir o esquema abaixo:
–1ª ocorrência Se o médico julgar ser melhor para o paciente continuar, interrompa até a resolução para graus 0-1 ou
interrompa o tratamento permanentemente Xeloda: 50% da dose
inicial
Docetaxel: interromper permanentemente
– 2ª ocorrência Interrompa o tratamento permanentemente
* National Cancer Institute of Canada Common Toxicity Criteria (NCIC CTC) versão 1.0 revisada em dezembro de 1994.


Ajuste específico de dose em combinação com docetaxel

As modificações de dose de Xeloda® e/ou de docetaxel devem ser realizadas de acordo com o esquema geral de modificação de dose mencionado anteriormente, caso não seja indicado nada em contrário em relação aos ajustes específicos de dose. Para aquelas toxicidades consideradas improváveis de se tornarem graves ou com risco de vida, por exemplo, alopecia, paladar alterado, alterações das unhas, o tratamento pode ser continuado com a mesma dose, sem redução nem interrupção. No início do ciclo de tratamento, caso seja indicado o adiamento do tratamento com Xeloda® ou com docetaxel, a administração de ambos, Xeloda® e docetaxel, deve ser protelada até que os requisitos para o reinício da administração de ambas as drogas sejam atendidos. Caso deva ser descontinuado o docetaxel, o tratamento com Xeloda® pode ser reiniciado quando forem atendidos os requisitos para reinício do tratamento com Xeloda®.

Hematologia: o tratamento pode continuar durante um episódio de neutropenia grau 3. Entretanto, o paciente deve ser monitorado rigorosamente e a administração de Xeloda® deve ser interrompida se qualquer evento clínico grau 2 (exemplo, diarreia, estomatite, febre) coincidir com o episódio de neutropenia grau 3. Se ocorrer neutropenia grau 4, a administração de Xeloda® deve ser interrompida até a recuperação para grau 0 – 1. O tratamento deve ser reiniciado somente quando a contagem de neutrófilos for ≥ 1,5 x 109/L (Graus 0–1). Os pacientes com neutropenia < 0,5 x 109/L (grau 4) durante mais de uma semana ou com estado febril (> 38 oC) devem ter sua dosagem de docetaxel reduzida de 75 mg/m2 para 55 mg/m2. Caso ocorra neutropenia grau 4 ou neutropenia febril com 55 mg/m2 de docetaxel, o docetaxel deve ser descontinuado. Os pacientes com contagens de neutrófilos na avaliação inicial basal < 1,5 x 109/L e/ou com contagem de plaquetas < 100 x 109/L não devem ser tratados com a combinação Xeloda®/ docetaxel.

Hipersensibilidade: os pacientes que desenvolvem reações de hipersensibilidade grave
(hipotensão com diminuição ≥ 20 mmHg, com broncoespasmo ou com rash/eritema generalizado) devem interromper o tratamento imediatamente e receber terapia adequada. Esses pacientes não devem ser expostos novamente à droga suspeita de haver causado a hipersensibilidade.

Neuropatia periférica: por ocasião da primeira ocorrência de toxicidade grau 2, reduzir a dose de docetaxel para 55 mg/m2. Caso ocorra toxicidade grau 3, descontinuar o tratamento com docetaxel. Em ambos os casos, seguir o esquema de modificação de dose para Xeloda® já mencionado.

Retenção de líquidos: a toxicidade grave (graus 3 ou 4), como derrame pleural, derrame pericárdico ou ascite, que esteja possivelmente relacionada ao docetaxel deve ser estritamente monitorada. Em caso de ocorrência de referidas toxicidades, o tratamento com docetaxel deve ser descontinuado, e o tratamento com Xeloda® pode ser mantido sem modificação de dose.

Insuficiência hepática: geralmente, o docetaxel não deve ser administrado a pacientes com bilirrubina sérica acima do limite superior de normalidade. As seguintes modificações devem ser aplicadas à dose de docetaxel na eventualidade de valores anormais para ASAT, ALAT e/ou níveis de fosfatase alcalina:

Tabela 5. Modificações da dose de docetaxel

Valores ASAT e/ou ALAT Valores fosfatase alcalina Modificação da dose de docetaxel
≤ 1,5 x LSN e ≤ 5 x LSN Sem modificação de dose
> 1,5 x LSN – ≤ 2,5 x LSN e ≤ 2,5 x LSN Sem modificação de dose
> 2,5 x LSN – ≤ 5 x LSN e ≤ 2,5 x LSN Reduzir em 25%
(não inferior a 55 mg/m2)
> 1,5 x LSN – ≤ 5 x LSN e > 2,5 x LSN - ≤ 5 x LSN Reduzir em 25%
(não inferior a 55 mg/m2)
> 5 x LSN ou < 5 x LSN
(a não ser na presença
de metástase óssea na ausência de qualquer distúrbio hepático) Protelar a dose no máximo por duas semanas. Se não houver recuperação, descontinuar o docetaxel.

Após ter reduzido a dose de docetaxel durante um ciclo determinado, não se recomenda reduzir a dose para os ciclos subsequentes, a não ser em caso de observação de agravamento dos parâmetros. Em caso de melhora dos testes da função hepática após a redução prévia da dose de docetaxel, a dose de docetaxel pode ser aumentada novamente para o nível de dose anterior.

Desidratação: a desidratação deve ser evitada ou corrigida tão logo constatada. Os pacientes com anorexia, astenia, náusea, vômito ou diarreia podem ficar desidratados rapidamente. Caso ocorra desidratação de grau 2 (ou maior), o tratamento com Xeloda® deve ser imediatamente interrompido, e a desidratação deve ser corrigida. O tratamento não deve ser reiniciado até que o paciente esteja re-hidratado e todas as causas que precipitaram a desidratação tenham sido corrigidas ou controladas. As modificações de dose a serem aplicadas são aquelas para o evento adverso que causou a desidratação, de acordo com as diretrizes mencionadas.

Reduções para 75% e 50% da dose de Xeloda®

Para os pacientes que recebem monoterapia de Xeloda® ou Xeloda® em combinação com docetaxel, as tabelas a seguir apresentam a dosagem com 75% e 50%, calculadas de acordo com a área de superfície corpórea:

Tabela 6. Dose de Xeloda® calculada, reduzida para 75% da dose padrão inicial

Nível de dose de 950 mg/m2, duas vezes ao dia Número de comprimidos administrados pela manhã Número de comprimidos administrados à noite
Área de superfície
corpórea
(m2) Dose por administração (mg) 150 mg 500 mg 150 mg 500 mg
≤ 1,26
1,27 – 1,38
1,39 – 1,52
1,53 – 1,66
1,67 – 1,78
1,79 – 1,92
1,93 – 2,06
2,07 – 2,18
≥ 2,19 1.150 1.300 1.450 1.500 1.650 1.800 1.950 2.000
2.150 1
2
3

1
2
3

1 2
2
2
3
3
3
3
4
4 1
2
3

1
2
3

1 2
2
2
3
3
3
3
4
4



Tabela 7. Dose de Xeloda® calculada, reduzida para 50% da dose padrão inicial

Nível de dose de 625 mg/m2, duas vezes ao dia Número de comprimidos administrados pela manhã Número de comprimidos administrados à noite
Área de superfície
corpórea
(m2) Dose por administração (mg) 150 mg 500 mg 150 mg 500 mg
≤ 1,38
1,39 – 1,52
1,53 – 1,66
1,67 – 1,78
1,79 – 1,92
1,93 – 2,06
2,07 – 2,18
≥ 2,19 800
950
1.000 1.000 1.150 1.300 1.300
1.450 2
3


1
2
2
3 1
1
2
2
2
2
2
2 2
3


1
2
2
3 1
1
2
2
2
2
2
2

Em combinação com cisplatina

Para aquelas toxicidades consideradas improváveis de se tornarem sérias ou com risco de vida, por exemplo, alopecia, paladar alterado, mudanças das unhas, o tratamento pode ser continuado na mesma dose sem redução ou interrupção. Para mais informações sobre a cisplatina, veja as informações de prescrição para a cisplatina (presentes na bula do produto cisplatina).

Modificação da dose para toxicidade hematológica

Os pacientes podem iniciar um novo ciclo de tratamento de três semanas se sua contagem absoluta de neutrófilos (ANC) estiver acima de 1.000 x 106/L, e sua contagem de plaquetas estiver acima de 100.000 x 106/L no início do ciclo. Caso contrário, o tratamento deve ser atrasado até recuperação dos parâmetros hematológicos. Na Tabela 8 são apresentados parâmetros de modificações na dose para casos de toxicidade hematológica.


Tabela 8. Programação da modificação da dose de Xeloda® (X) em combinação com cisplatina (P) para toxicidade hematológica no dia planejado do tratamento


Contagem ANC (X
106/L) Contagem de
Plaquetas (X
106/L) Dose ajustada de Xeloda® e de cisplatina no reinício do tratamento
≥ 1.500 e ≥ 100.000 X: 100% da dose iniciada, sem atrasos
P: 100% da dose iniciada, sem atrasos
≥ 1.000 a < 1.500 e ≥ 100.000 X: 75% da dose iniciada, sem atrasos
P: 75% da dose iniciada, sem atrasos
< 1.000 e/ou < 100.000 X: postergar administração até recuperação de ANC ≥ 1.000 e plaquetas ≥ 100.000, então tratamento em 75% da dose iniciada se ANC ≥ 1000 para < 1.500 ou 100% da dose iniciada se ANC
≥ 1.500
P: postergar administração até recuperação de ANC ≥ 1.000 e plaquetas ≥ 100.000, então tratamento em 75% da dose iniciada se ANC ≥ 1.000 para < 1.500 ou
100% da dose iniciada se ANC
≥ 1.500



Se, durante o ciclo do tratamento ocorrer toxicidades doses dependentes, a administração de Xeloda® deve ser interrompida durante o ciclo de tratamento, e as doses de Xeloda® e cisplatina devem ser reduzidas nos ciclos de tratamento subsequentes. Como mostra a Tabela 9.

Tabela 9. Programação da modificação da dose de Xeloda® (X) em combinação com cisplatina (P) para toxicidade hematológica em um ciclo de tratamento

Toxicidade dose limitante Modificação da Dose de cisplatina e de Xeloda®
Grau 4 de neutropenia por mais que cinco dias X: 75% da dose iniciada
P: 75% da dose iniciada
Grau 4 de trombocitopenia X: 50% da dose iniciada
P: 50% da dose iniciada
Neutropenia febril, sepsia neutropênica, infecção neutropênica X: deve-se descontinuar o tratamento, a menos que o médico julgue ser mais benéfico ao paciente continuar em 50% da dose iniciada, após toxicidade baixar para graus 0-1
P: Deve-se descontinuar o tratamento, a menos que o médico julgue ser mais benéfico ao paciente continuar em 50% da dose iniciada, após toxicidade baixar para graus 0-1


Modificação da dose para toxicidade não hematológica: Xeloda®

As recomendações para modificação da dose de Xeloda® aplicam-se para toxicidades consideradas relacionadas ao tratamento com Xeloda® e não para toxicidades relacionadas à cisplatina ou a outras combinações. Por exemplo, neurotoxicidade / ototoxicidade não requerem redução na dose de Xeloda®. Se o grau 2, 3 ou 4 de toxicidade não hematológica ocorrer, a administração de Xeloda® deve ser imediatamente interrompida ou descontinuada, como mostrado na Tabela 3 (vide item Advertências e Precauções). A interrupção do tratamento com Xeloda® deve ser considerada como perda em dias de tratamento, sendo que as doses não aplicadas não devem ser compensadas. O esquema de tratamento deve ser mantido. Se o clearance de creatinina diminuir durante o tratamento para um valor inferior a 30 mL/min, o tratamento com Xeloda® deve ser descontinuado. A Tabela 10 relaciona as modificações de dose no esquema de tratamento para Xeloda® e cisplatina de acordo com o clearance de creatinina.

Modificação de dose para toxicidade não hematológica: cisplatina

As recomendações de modificação da dose de cisplatina devem ser seguidas quando a toxicidade for considerada relacionada ao tratamento com cisplatina e não a Xeloda® ou combinações. Para os ajustes de doses de cisplatina, consultar as informações encontradas na bula desse produto (cisplatina).

Toxicidade renal: o clearance de creatinina deve ser maior que 60 mL/min antes de se iniciar o tratamento e deve ser novamente medido antes do início de cada ciclo de tratamento, usando a fórmula de Cockroft-Gault. Após o primeiro ciclo de tratamento, se o clearance de creatinina for menor que 60 mL/min, o clearance de creatinina deve ser recalculado após 24 horas de hidratação.

A dose de cisplatina deve ser modificada nos pacientes com função renal comprometida, de acordo com o designado na bula do produto (cisplatina).

No estudo clínico que utilizava Xeloda® associado à cisplatina, a dose de cisplatina foi modificada como apresentado na Tabela 10.

Tabela 10. Esquema de modificação da dose de cisplatina e Xeloda® de acordo com o
clearance de creatinina

Clearance de creatinina Dose de cisplatina Dose de Xeloda®
≥ que 60 mL/min Dose completa Dose completa
41 a 59 mL/min Mesma dose de cisplatina (em mg/m2) que o valor do clearance de creatinina (em mL/min); por exemplo, se o clearance de creatinina for 45 mL/min, a
dose de cisplatina deve ser 45 mg/m2 Dose completa
≤ 40 mL/min Parar de utilizar cisplatina permanentemente Dose completa*
≤ 30 mL/min – Parar de utilizar Xeloda® permanentemente

* Se o clearance de creatinina cair para um valor menor que 40 mL/min, o tratamento com monoterapia de Xeloda® deve continuar enquanto o clearance de creatinina for > 30 mL/min.

Náuseas ou vômitos: para vômitos ou náuseas de graus 3 ou 4 que tenham ocorrido mesmo fazendo-se a correta profilaxia, a dose de cisplatina deve ser reduzida para 60 mg/m2 nos ciclos subsequentes.

Ototoxicidade: pacientes sofrendo deteriorização funcional na audição, zumbidos ou perda significativa na audição de ondas de alta frequência no audiograma devem descontinuar o uso de cisplatina, mas devem continuar a usar Xeloda®.

Neurotoxicidade: pacientes com neurotoxicidade NCI-CTC grau 2 devem descontinuar o uso de cisplatina, mas devem continuar a usar Xeloda®.



Instruções especiais de dosagem

Pacientes com insuficiência hepática devida a metástases hepáticas
Em pacientes com disfunção hepática leve a moderada devida a metástases hepáticas, nenhum ajuste da dose inicial é necessário. Porém, tais pacientes devem ser cuidadosamente monitorados (vide itens Farmacocinética e advertências).
Não foram estudados pacientes com insuficiência hepática grave.

Pacientes com insuficiência renal
Em pacientes com insuficiência renal moderada [clearance de creatinina 30 – 50 mL/min (Cockroft e Gault)], na avaliação basal, recomenda-se reduzir a dose para 75% da dose inicial. Em pacientes com insuficiência renal leve (clearance de creatinina 51 – 80 mL/min) não se recomendam ajustes da dose inicial. Recomenda-se monitoramento cuidadoso e interrupção rápida do tratamento, caso o paciente desenvolva evento adverso de grau 2, 3 ou 4, com subsequente ajuste de dose, como definido na Tabela 3 (vide item Farmacocinética em situações clínicas especiais). Caso o clearance de creatinina calculado diminua durante o tratamento para um valor abaixo de 30 mL/min, Xeloda® deve ser descontinuado. A recomendação de ajuste de dose para pacientes com insuficiência renal moderada se aplica tanto à monoterapia quanto ao uso em combinação. Para os cálculos de dosagem, vide a Tabela 2.

Crianças
A segurança e a eficácia de Xeloda® em crianças não foram estabelecidas.

Idosos
Para a monoterapia de Xeloda® não são necessários ajustes da dose inicial. Porém, os eventos adversos graves grau 3 ou 4 relacionados ao tratamento foram mais frequentes em pacientes com mais de 80 anos de idade, em comparação com pacientes mais jovens. Quando Xeloda® foi usado em combinação com outro agente, pacientes idosos (≥ 65 anos), comparados com pacientes mais jovens, tiveram mais reações adversas de grau 3 ou 4 e reações adversas que levaram à descontinuação do tratamento. Recomenda-se efetuar monitoramento cuidadoso dos pacientes idosos. Em combinação com docetaxel, foi observada incidência aumentada de eventos adversos grau 3 ou 4 relacionados ao tratamento e de eventos adversos graves relacionados ao tratamento em pacientes com 60 anos de idade ou mais. Para pacientes com 60 anos de idade ou mais, tratados com a combinação Xeloda® + docetaxel, recomenda-se a redução da dose inicial de Xeloda® para 75% (950 mg/m2, duas vezes ao dia). Para o cálculo de dosagem, vide a Tabela
2.
7. ADVERTÊNCIAS
Geral
Os pacientes tratados com Xeloda® devem ser cuidadosamente monitorados quanto à toxicidade. A maioria dos efeitos adversos é reversível e não requer descontinuação permanente da terapia, embora a suspensão e o ajuste de dose possam ser necessários.

Diarreia
Xeloda® pode induzir diarreia, a qual eventualmente pode ser grave. Os pacientes com diarreia grave devem ser monitorados cuidadosamente e, se ficarem desidratados, deverão receber fluidos com reposição de eletrólitos. Tratamentos padrão antidiarreia (por exemplo, loperamida) devem ser instituídos, caso indicado, o quanto antes. Caso necessário, a redução de dose deve ser efetuada (vide item Posologia).


Desidratação
A desidratação deve ser evitada ou corrigida tão logo constatada. Os pacientes com anorexia, astenia, náusea, vômito ou diarreia podem ficar desidratados rapidamente. Caso ocorra desidratação de grau 2 (ou maior), o tratamento com Xeloda® deve ser imediatamente interrompido, e a desidratação deve ser corrigida. O tratamento não deve ser reiniciado até que o paciente esteja reidratado e todas as causas que precipitaram a desidratação tenham sido corrigidas ou controladas. As modificações de dose a serem aplicadas são aquelas para o evento adverso que causou a desidratação, de acordo com as diretrizes mencionadas.

Precauções
O espectro da cardiotoxicidade observada com Xeloda® é similar ao de outras pirimidinas fluoretadas, isso inclui infarto do miocárdio, angina, disritmias, parada cardíaca, insuficiência cardíaca e alterações eletrocardiográficas. Esses eventos adversos podem ser mais comuns em pacientes com história prévia de doença coronariana.
Raramente, uma toxicidade grave e inesperada (por exemplo, estomatite, diarreia, neutropenia e neurotoxicidade) associada com 5-fluorouracil foi relacionada à deficiência da atividade da diidropirimidina desidrogenase (DPD). Uma ligação entre a diminuição dos níveis de DPD e o aumento dos efeitos tóxicos potencialmente fatais do 5-fluorouracil não pode, portanto, ser excluída.
Xeloda® pode induzir a síndrome mão-pé [eritrodisestesia palmar-plantar ou eritema acral (das extremidades) induzido por quimioterapia], que é uma toxicidade cutânea com gravidade que varia do grau 1 ao 3 (em pacientes que recebem monoterapia no âmbito da doença metastática, o tempo mediano do início é de 79 dias, com variação de 11 a 360 dias).
O grau 1 da síndrome mão-pé é definido como dormência, disestesia/ parestesia, formigamento ou eritema das mãos e/ou pés e/ou desconforto que não interrompe as atividades normais.
A síndrome mão-pé grau 2 está definida como eritema doloroso e inchaço dos pés e/ou mãos e/ou desconforto que afeta as atividades diárias do paciente. A síndrome mão-pé grau 3 está definida como descamação úmida, ulceração, bolhas ou dor intensa dos pés e/ou mãos e/ou desconforto grave que impede o paciente de trabalhar ou executar as atividades diárias normais.
Se a síndrome mão-pé grau 2 ou 3 ocorrer, a administração de Xeloda® deve ser interrompida até a resolução do evento ou diminuição da intensidade para grau 1. Após a ocorrência de síndrome mão-pé grau 3, as doses subsequentes de Xeloda® devem ser diminuídas (vide item Posologia). Quando Xeloda® e cisplatina são usados em combinação, o uso de vitamina B6 (piridoxina) não é aconselhado para tratamento sintomático ou tratamento profilático secundário da síndrome mão-pé, uma vez que casos publicados relatam que o uso de vitamina B6 (piridoxina) pode diminuir a eficácia da cisplatina.
Xeloda® pode induzir hiperbilirrubinemia. A administração de Xeloda® deve ser interrompida caso as elevações da bilirrubina relacionadas ao tratamento sejam > 3 vezes o limite superior de normalidade ou caso ocorram elevações das transaminases hepáticas (ALAT, ASAT) relacionadas ao tratamento, > 2,5 vezes o limite superior de normalidade. O tratamento pode ser reiniciado quando a bilirrubina diminuir para < 3 vezes o limite superior de normalidade ou quando as transaminases hepáticas diminuírem para < 2,5 vezes o limite superior de normalidade.
Em um estudo de interações medicamentosas, após dose única de varfarina, houve aumento significativo na AUC média (+57%) de S-varfarina. Esses resultados sugerem interação, provavelmente devida à inibição do sistema da isoenzima 2C9 do citocromo P450, pela capecitabina. Os pacientes que recebem Xeloda® concomitantemente com tratamento anticoagulante oral com derivados cumarínicos devem ser rigorosamente monitorados com relação à resposta anticoagulante (tempo de protrombina ou INR), e a dose do anticoagulante deve ser ajustada apro

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Etiquetas: Capecitabina, Xeloda